Em diversas localidades do Brasil, é comum áreas de camping públicas e gratuitas. O que pode parecer estranho em meio a uma alta nos valores médios das diárias de campings pelo país, ainda existem muitos municípios que entendem a necessidade de se atrair turistas. O Rio Grande do Sul é um Estado com muitas destas áreas que oferecem beiras de rios e balneários para o refresco do calor intenso nos meses de verão a um público que passa o inverno sem tal atividade. O Camping da Vindima em Flores da Cunha-RS ganhou novas reformas mas também um novo concessionário e frequentadores estão se queixando de cobranças de um local que, até tempos atrás era de uso público e livre.
Acostumados com o uso livre e público do camping, já antigo, de nome Vindima – Alberto Mattioni (alusão à Colheita da uva e ao Sargento que figurou ativamente à vida comunitária e junventude local) frequentadores campistas se queixam do valor cobrado pelo uso dos quiosques e da taxa de consumo de bebidas trazidas de fora. A ausência de placas informativas também é um questionamento junto da relação dos preços frente à estrutura oferecida.
Segundo Flávio Perazzolo, vencedor da licitação para concessão do camping, não há cobrança para entrada ou permanência nas áreas comuns do camping. — Eu não estou fazendo nenhum tipo de cobrança indevida. O camping está em um processo de reconstrução junto à comunidade para entregar uma área de lazer com qualidade e segurança — afirma o administrador Flávio Perazzolo. As tarifas, conforme a concessionária, incidem apenas sobre serviços específicos. O pernoite em camping custa R$ 40 por pessoa; para motorhome, o valor é de R$ 50, mais R$ 40 por ocupante. Crianças de 10 a 12 anos têm direito à meia-entrada. Há ainda locação de dois salões de eventos, com valores entre R$ 150 e R$ 450, e reserva de quiosques, entre R$ 100 e R$ 250, conforme disponibilidade. Sobre os quiosques com cobrança diferenciada, a justificativa é a estrutura ampliada, com geladeira, kit para churrasco, gelo e carvão. O camping já conta com um pub e prevê a instalação futura de um minimercado.
Sobre as bebidas, o camping declara que somente será cobrada a taxa após o mês de março, porém frequentadores denunciam a cobrança antes disso. No contrato de concessão, está previsto que a entrada e a permanência no camping são gratuitas para a comunidade. Fica a polêmica do que deve ou não ser cobrado futuramente.







