O Camping do Rio das Antas passa por um momento delicado: após vistoria conjunta da fiscalização municipal e da polícia ambiental (PATRAM), o camping foi temporariamente embargado. A principal medida da interdição proíbe a entrada de veículos nas margens do rio — mesmo assim, o acesso de pedestres permanece permitido e a visitação continua gratuita. A justificativa do embargo é ambiental: a área onde o camping está inserido corresponde a uma Área de Preservação Permanente (APP), e a restrição pretende proteger a margem do rio, evitando impactos causados por tráfego de veículos e mantendo a integridade do ecossistema local. Apesar de ser muito comum, pela legislação é proibido qualquer uso das áreas de margem de rios, não podendo sequer mexer no “sub-bosque”, mesmo sendo gramado. É uma questão sensível, pois a pratica ao ar livre e uso de algumas áreas poderiam significar mais preservação.
Para os visitantes e amantes do campismo, o embargo altera significativamente a dinâmica de uso: quem pretendia levar trailer, motor home ou mesmo veículo para estacionar próximo à beira do rio precisará reavaliar os planos. O camping ainda pode ser frequentado a pé, mas a estrutura de acesso e comodidade fica prejudicada, o que afeta especialmente quem busca contato direto com a natureza e facilidade de transporte. Essa situação ilustra um ponto cada vez mais discutido no Brasil: o equilíbrio entre turismo de natureza e conservação ambiental.







